segunda-feira, 28 de junho de 2010



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Hepatite C

Sinônimos:

amarelão ; derrame de bile;

O que é?

É uma inflamação do fígado causada pelo Vírus da Hepatite C (HCV).

Como se adquire?

Situações de risco são as transfusões de sangue, a injeção compartilhada de drogas e os acidentes profissionais.

Portanto, podemos nos contaminar com o vírus da Hepatite C ao termos o sangue, as mucosas ou a pele não íntegra atingida pelo sangue ou por secreção corporal de alguém portador do HCV, mesmo que ele não se saiba ou não pareça doente.

A transmissão sexual do HCV não é freqüente e a transmissão da mãe para o feto é rara (cerca de 5%). Não são conhecidos casos de transmissão de hepatite C pelo leite materno. Apesar das formas conhecidas de transmissão, 20 a 30% dos casos ocorrem sem que se possa demonstrar a via de contaminação.

O que se sente e como se desenvolve?

Diferentemente das hepatites A e B, a grande maioria dos casos de Hepatite C não apresenta sintomas na fase aguda ou, se ocorrem, são muito leves e semelhantes aos de uma gripe. Já há tratamento para a fase aguda da Hepatite C, diminuindo o risco de cronificação. Por isso pessoas suspeitas de terem sido contaminadas merecem atenção, mesmo que não apresentem sintomas.

Mais de 80% dos contaminados pelo vírus da hepatite C desenvolverão hepatite crônica e só descobrirão que tem a doença em exames por outros motivos, como por exemplo, para doação de sangue. Outros casos, aparecerem até décadas após a contaminação, através das complicações: cirrose em 20% e câncer de fígado em 20% dos casos com cirrose.

Como o médico faz o diagnóstico?

Na fase antes do aparecimento das complicações, exames de sangue realizados por qualquer motivo, podem revelar a elevação de uma enzima hepática conhecida por TGP ou ALT. Essa alteração deve motivar uma investigação de doenças hepáticas, entre elas, a Hepatite C. A pesquisa diagnóstica busca anticorpos circulantes contra o vírus C (Anti-HCV). Quando presentes, podem indicar infecção ultrapassada ou atual. A confirmação de infecção atual é feita pela identificação do vírus no sangue, pelo método da Reação da Cadeia da Polimerase (PCR RNA-HCV). Com a evolução, aparecem alterações de exames de sangue e da ecografia (ultrassonografia) de abdome.

Muitas vezes o médico irá necessitar de uma biópsia hepática (retirada de um fragmento do fígado com uma agulha) para determinar a grau da doença e a necessidade ou não de tratamento. São realizados também a detecção do tipo de vírus (genotipagem) e da quantidade de vírus circulante (carga viral), que são importantes na decisão do tratamento.

Como se trata?

Nos raros casos em que a hepatite C é descoberta na fase aguda, o tratamento está indicado por diminuir muito o risco de evolução para hepatite crônica, prevenindo assim o risco de cirrose e câncer. Usa-se para esses casos o tratamento somente com interferon por 6 meses.

O tratamento da Hepatite Crônica C vem alcançando resultados progressivamente melhores com o passar do tempo. Enquanto até há poucos anos alcançava-se sucesso em apenas 10 a 30% do casos tratados, atualmente, em casos selecionados, pode-se alcançar até 90% de eliminação do vírus (Resposta Viral Sustentada). Utiliza-se uma combinação de interferon (“convencional” ou peguilado) e ribavirima, por prazos que variam de 6 a 12 meses (24 a 48 semanas). O sucesso do tratamento varia principalmente conforme o genótipo do vírus, a carga viral e o estágio da doença determinado pela biópsia hepática.

Pacientes mais jovens, com infecção há menos tempo, sem cirrose, com infecção pelos genótipos 2 e 3 e com menor carga viral (abaixo de 800.000 Unidades/mL) tem as melhores chances de sucesso. O novo tipo de interferon, chamado interferon peguilado ou “peg-interferon” é uma alternativa que vem alcançando resultados algo superiores aos do interferon convencional especialmente para portadores do genótipo 1 e pacientes com estágios mais avançados de fibrose na biópsia.

Os efeitos indesejáveis (colaterais) dos remédios utilizados em geral são toleráveis e contornáveis, porém, raramente, são uma limitação à continuidade do tratamento. A decisão de tratar ou não, quando tratar, por quanto tempo e com que esquema tratar são difíceis e exigem uma avaliação individualizada, além de bom entendimento entre o paciente e seu especialista.

Novas alternativas terapêuticas vêm surgindo rapidamente na literatura médica. Além de novas medicações, a adequação do tempo do tratamento a grupos de pacientes com características diferentes poderá melhorar ainda mais os resultados alcançados com as medicações atualmente disponíveis. Estudos vêm mostrando que, para alguns pacientes, com características favoráveis, tempos mais curtos de tratamento possam ser suficientes, enquanto que pacientes com menor chance de resposta e, possivelmente, aqueles que não responderam a tratamentos anteriores, possam se beneficiar com tempos maiores de tratamento.

http://www.abcdasaude.com.br


Nefroblastoma


O que é? O nefroblastoma é um tumor maligno dos rins que afecta crianças entre os 1 e os 5 anos de idade, e raramente acima dos 8 anos de idade.

Qual é a frequência? É um tumor raro. A incidência é de cerca de 8 por milhão de crianças abaixo dos 15 anos de idade.

Quem é mais atingido? A incidência é três vezes maior em negros nos E.U. e África do que em Asiáticos. O tumor é ligeiramente menos frequente em rapazes. Casos afectando múltiplos membros de uma família têm sido descritos, especialmente em casos de tumores bilaterais.

Qual o modo de transmissão? O modo de transmissão parece ser autossómico dominante, com variável penetração e expressividade. O tumor é caracterizado por marcada diversidade histológica e é derivado de células do blastema metanéfrico primitivo. Ocasionalmente, o nefroblastoma tem sido associado a certas anomalias congénitas, incluindo anomalias genito-urinárias (criptorquidia, hipospádias), aniridia (ausência de uma íris) e hemihipertrofia (síndroma de Beckwith-Wiedemann). Algumas anomalias cromossómicas têm sido descritas, especialmente a delecção do braço curto do cromossoma 11, em que o tumor se associa a atraso mental, microcefalia, aniridia bilateral e anomalias genito-urinárias (WAGR síndroma).

Qual é a evolução? A classificação histopatológica é um importante factor prognóstico. O tumor de Wilms com histologia favorável (elementos celulares maduros e poucas células anaplásticas) tem um bom prognóstico. Tumores com anaplasia focal ou difusa (componente celular indiferenciado), bem como o sarcoma rabdoid e o sarcoma de células claras, têm um prognóstico desfavorável e, embora representem apenas 12% dos tumores de Wilms, são responsáveis por 90% das mortes. Cerca de 7% dos tumores de Wilms são bilaterais. O tumor metastiza precocemente, especialmente para os pulmões (sítio principal), fígado e gânglios linfáticos. Metástases para a medula óssea e cérebro são extremamante raras. Raramente, o nefroblastoma tem sido associado a síndromas paraneoplásticos, em que as células malignas segregam substâncias que entram na circulação e originam síndromas específicos, como um aumento do número de glóbulos vermelhos no sangue (eritrocitose) devido à produção excessiva de uma hormona (eritropoietina) e uma hipertensão secundária ao excesso de renina circulante.


Como é feito o diagnóstico? Os sintomas mais comuns incluem dor e distensão abdominais, hematúria (sangue na urina) indolor e febre. No exame físico, o sinal mais frequente é uma massa abdominal palpável. Ocasionalmente, detecta-se hipertensão. Exames auxiliares de diagnóstico, para além dos exames de rotina (hemograma, screening bioquímico, análise de urina, Rx pulmonar), incluem as técnicas de imagem necessárias para a avaliação da extensão da doença. O estudo radiográfico inicial deve ser a ultrasonografia abdominal que permite demonstrar se a massa é sólida ou cística. Um scan ósseo radioisotópico e um Rx do esqueleto devem ser obtidos no pós-operatório em todas as crianças com metástases hepáticas e/ou pulmonares que têm sintomatologia sugestiva (ex: dores ósseas). Os exames mais sensíveis são a tomografia axial computorizada - TAC ou a ressonância nuclear magnética - MRI (permite uma melhor visualização das estruturas vasculares intraabdominais) do abdómen.

Qual é o tratamento? a. Cirurgia. Todos os doentes devem ser tratados com cirurgia, para determinar o "staging cirúrgico" e remover o máximo possível do tumor. O tumor de Wilms, em contraste com o neuroblastoma, tem menor tendência a invadir órgãos adjacentes, o que facilita a ressecção. Em tumores de grandes dimensões, uma ressecção extensa pode ser difícil e associada a elevada morbilidade ou mortalidade. Nestes casos, é razoável uma quimioterapia pré-operatória para reduzir o tamanho ou o estádio do tumor, de forma a facilitar a ressecção cirúrgica. b. Radioterapia. Estudos do National Wilms´ Tumor Study demonstraram que doentes com tumores nos estádios I ou II, com histologia favorável, que recebem quimioterapia combinada (vincristina + dactinomicina) não requerem irradiação pós-operatória. No estádio III com histologia favorável, uma dose de 1000 cGy é suficiente para o controlo local, se os doentes receberem vincristina, dactinomicina e doxorubicina. A radioterapia é útil na terapêutica paliativa de metástases ósseas, hepáticas ou pulmonares. c. Quimioterapia. O nefroblastoma foi o primeiro tumor maligno sólido pediátrico que respondeu ao agente sistémico dactinomicina. Outros agentes activos incluem a vincristina, doxorubicina (adriamicina), e a ciclofosfamida. A quimioterapia combinada com 2 ou 3 drogas é "standard" na terapêutica habitual destes tumores.

Qual é o prognóstico? O mais importante factor prognóstico é a classificação histológica, seguida do "staging" cirúrgico. A idade é de pouca importância, embora doentes mais jovens pareçam ter um prognóstico ligeiramente melhor. A sobrevivência ao fim de 2 anos é superior a 95% nos estádios I, II e III com histologia favorável, e cerca de 50% no estádio IV.

FONTE:http://portal.alert-online.com/guia_medico/?key=680B3D50093A6A032E510E2D36020C400E2A322A2E4106273B4822515A7961


Condrossarcoma

Representa aproximadamente 20 a 25% de todos os sarcomas ósseos, é um tumor da vida adulta e dos idosos, com incidência máxima na quarta à sexta décadas de vida. Tem predileção por ossos planos, em especial as cinturas pélvica e escapular, mas também pode afectar as porções diafisárias dos ossos longos. Os condrossarcomas podem surgir pela primeira vez, ou podem ser uma transformação maligna de um encondroma ou, raramente, do capuz cartilaginoso de um osteossarcoma. Os condrossarcomas têm história natural indolente e manifestam-se tipicamente como dor e diastensão. Em nível radiográfico (fig.1), a lesão tem aspecto lobular com calcificação manchada, ontilhada ou anelar da matriz cartilaginosa.

SINTOMAS

Os sintomas apresentados nos pacientes com esse tumor consistem de rouquidão progressiva, dispnéia e disfagia, variando estes de acordo com a localização do tumor. A dispnéia predomina se a neoplasia tem extensão anteriormente para dentro do lumen da via aérea. Se o tumor se desenvolve posteriormente para a faringe, pode causar disfagia. Como essas neoplasias são usualmente de crescimento lento, o paciente adapta-se ao progressivo estreitamento da via aérea, até que um episódio de dispnéia aguda o leve a uma traqueotomia de emergência8. Como já foi descrito na literatura, o primeiro sinal clínico pode ser a paralisia de corda vocal, aparentemente não associada com outras lesões laríngeas ou não laríngeas, denominadas de idiopáticas. A paralisia de corda vocal é quase exclusivamente um sinal precoce do condrossarcoma da cartilagem cricóide e pode ser relacionada ao envolvimento do nervo recorrente ou a fixação da articulação cricoaritenóidea.

DETECÇÃO


Ao exame radiológico ou Histológico, é difícil distinguir o condrossarcoma de baixo grau das lesões benignas. Portanto, o diagnóstico é inflenciado pela história clínica e pelo exame físico. Início recente de dor, sinais de inflamação e aumento progressivo no tamanho da massa sugerem processo maligno. A classificação histológica é complexa, mas a maioria dos tumores enquadra-se na categoria convencional ou clássica. Assim como os outros sarcomas ósseos, os condrossarcomas de alto grau disseminam-se para os pulmões. A maioria dos condrossarcomas é resistente à quimioterapia-padrão para sarcoma, e a ressecção cirúrgica dos tumores primários ou recorrentes, incluindo metástases pulmonares, é a pedra angular da terapia. Entretanto, existem duas variantes histológicas às quais esta regra não se aplica. O condrossarcoma desdiferenciado é um tumor debaixo grau que se desdiferencia em osteossarcoma de alto grau ou em histiocitoma fibroso maligno, um tumor que responde à quimioterapia. O condrossarcoma mesenquimal, uma variante rara composta de um elemento de célula pequena, também responde à quimioterapia sistémica e é tratado como sarcoma de Ewing.

TRATAMENTO

O tratamento de escolha para os condrossarcomas é o cirúrgico com ressecção do segmento acometido. As margens devem sempre ser amplas porque não há resposta à rádio ou quimioterapia. As chances de recorrência em cirurgias marginais são grandes e as reoperações são geralmente mais difíceis, com menor chance de erradicação do tumor e cura da lesão. O risco de implantação das células cartilaginosas é grande e as recorrências em partes moles são freqüentes, devido ao tipo de nutrição da célula cartilaginosa que se faz por embebição.

Na região dos ossos da pelve, as hemipelvectomias internas estão muitas vezes indicadas. Na cintura escapular, as ressecções amplas, como a cirurgia de Tikhoff-Linberg modificada, são às vezes necessárias. Esse procedimento está indicado quando as estruturas neuro-vasculares na região dos vasos braquiais não estão envolvidas pelo tumor. Essa técnica consiste na ressecção ampla da região proximal do úmero, que inclui a remoção extra-articular da articulação gleno-umeral. A área pode ser reconstruída por meio de uma endoprótese não convencional ou osso homólogo de banco. Alternativamente, pode-se utilizar a artrodese com o auxílio de osso de banco (61).

A amputação das extremidades está indicada especialmente se o envolvimento de partes moles for extenso.

Como citado anteriormente, o condrossarcoma não responde nem à rádio nem à quimioterapia. Excepcionalmente, o condrossarcoma mesenquimal ou de características embrionárias pode responder parcialmente à quimio e à radioterapia, devido à intensa indiferenciação de suas células.

FONTE:http://www.coladaweb.com/doencas/condrossarcoma

Trombose Venosa Profunda


A trombose venosa profunda (TVP), também conhecida como tromboflebite ou apenas trombose, é uma doença grave que se caracteriza pela formação de trombos (coágulos) nas veias dos membros inferiores, principalmente, mas também pode acometer as veias dos membros superiores. Além de ser uma condição grave, sua importância também vem do fato de ser bastante comum, acometendo aproximadamente 1,5% dos adultos e sendo a terceira doença mais freqüente do aparelho cardiovascular.

O desenvolvimento de TVP é um processo complexo e dinâmico. Foi postulado, há mais de um século, que a TVP seria o resultado da ação de um ou mais dos seguintes fatores:

Estase venosa: significa a redução da velocidade de circulação do sangue na veia, como se ele ficasse parado, como a água em um lago. Ocorreria especialmente naquelas pessoas que ficam acamadas, que passam por cirurgias longas, que ficam sentadas por muito tempo (viagens em espaços reduzidos, como avião, ônibus). Importante lembrar que a movimentação dos músculos da perna é que ajuda o sangue a voltar, pelas veias, ao coração.
Lesão do vaso: a parede interna do vaso, em contato com o sangue, deve ser intacta. Caso exista alguma lesão, o sangue tende a coagular e formar os trombos. Isso poderia ocorrer em casos de acidentes, infecções e uso de medicações endovenosas.
Hipercoagulabilidade: nesses casos, o sangue apresenta uma maior suscetibilidade a coagular-se espontaneamente. Exemplos são: cânceres, gravidez, uso de anticoncepcionais, diabetes e algumas doenças próprias do sangue.

Sabe-se, hoje, que outros fatores mais complexos podem estar envolvidos no processo da TVP.


Os fatores de risco são:

• Idade superior a 40 anos;
• Obesidade;
• História prévia de trombose;
• Varizes de membros inferiores;
• Uso de anticoncepcionais e de reposição hormonal;
• Câncer
• Gestação e período após o parto;
• Dificuldade de movimentação, levando a pessoa a ficar acamada;
• Doenças genéticas do sistema de coagulação do sangue.

Além desses fatores, existe o que chamamos de situações de risco, ou seja, situações associadas a maior probabilidade de desenvolvimento da TVP. São elas:
• Traumatismo e politraumatismo;
• Cirurgias prolongadas (as cirurgias mais associadas à ocorrência de TVP são as ortopédicas e as gineco-obstétricas);
• Anestesia geral;
• Imobilização por longos períodos (viagens, por exemplo);
• Hospitalização prolongada;
• Doenças cardíacas ou respiratórias graves;
• Infecção grave


O tratamento da TVP é feito com medicamentos anticoagulantes, que impede a formação de novos trombos e o aumento do trombo que já está formado. O trombo já formado é, aos poucos, reabsorvido pelo próprio organismo. Existem dois anticoagulantes utilizados: as heparinas e o warfarin. A heparina é administrada na veia ou no tecido subcutâneo (assim como a insulina); já o warfarin é administrado por via oral. Existem dois tipos de heparina, a não-fracionada e a de baixo peso molecular, essa última apresenta a vantagem de ter menos efeitos colaterais e não necessitar de exames de sangue para controle. Porém, é bem mais cara que a não-fracionada. O tratamento é iniciado com os dois medicamentos (heparina e warfarin) e depois de alguns dias a heparina é interrompida. O warfarin deve ser usado por mais 6 meses, no mínimo.

Outros tipos de tratamento são o uso de medicamentos chamados fibrinolíticos, que possuem a capacidade de destruir o trombo; e o tratamento cirúrgico, no qual o médico abre a veia e retira o trombo. Esses dois métodos são utilizados principalmente nos casos mais graves, especialmente nos pacientes com EP maciça.

Uma abordagem importante no tratamento é a questão dos fatores e condições de risco. É crucial que o médico e o paciente discutam a questão e que esses fatores sejam eliminados o máximo possível. Além disso, impõe-se a adoção de medidas de prevenção.

FONTE:http://boasaude.uol.com.br

Melanoma maligno

Um tumor de pele maligno que envolve as células da pele, produtoras de pigmentos (melanina).

Causas, incidência e fatores de risco:

Qualquer alteração numa verruga, mancha ou outra lesão da pele, ou o aparecimento de uma tumoração com ulceração e que não cicatriza muito bem, sugere o aparecimento de um câncer de pele. O câncer de pele tem uma alta incidência de cura se tratado precocemente, mas a negligência pode permitir que o câncer se propague causando incapacidade física, ou óbito.

O melanoma maligno é a forma mais fatal de câncer de pele. É também o menos comum. No entanto, a sua incidência nos Estados Unidos dobrou nos últimos 20 anos. É a causa principal de óbito por doença de pele. Houve aproximadamente 35.000 casos de melanoma maligno em 1990, tornando-o a forma mais comum de câncer naquele ano. O melanoma é o câncer número 1 em mulheres jovens abaixo dos 35 anos de idade. Ele pode afetar qualquer idade, e atualmente tem apresentado uma crescente tendência em pessoas cada vez mais jovens. Os homens têm uma taxa de mortalidade por melanoma maligno
mais alta do que as mulheres. O número de óbitos resultantes das complicações do melanoma maligno crescem com maior rapidez do que as mortes por qualquer outra forma de câncer, a exceção do câncer de pulmão.


O melanoma maligno envolve alterações cancerígenas nas células que produzem o pigmento da pele, a melanina. Cerca de 70% dos melanomas surgem na pele normal, e 30% ocorrem em nevos (manchas), ou outras lesões que se tenham alterado na aparência. Raramente as marcas congênitas de nascença tais como os nevos azuis e os nevos gigantes se tornam melanomas. O tumor pode se desenvolver rapidamente, e de início se propaga na pele adjacente. Nessa fase tem alto índice de cura. Mais tarde ele se propaga para áreas mais profundas da pele (metástase) até as estruturas e órgãos internos. Essa fase tem uma taxa de cura muito menor.

A disseminação superficial do melanoma é uma forma do melanoma maligno que responde por cerca de 70% dos casos desse distúrbio. Pode atingir pessoas de qualquer idade, e é mais comum em pessoas de origem caucasiana.

O melanoma nodular responde por cerca de 15% dos casos. Pode apresentar ulcerações que nunca cicatrizam. Pode surgir em qualquer lugar do corpo, normalmente entre as idades de 20 e 60 anos.

O melanoma lentiginoso acral ocorre em cerca de 10% dos casos de melanoma. É mais comum em idosos, e sempre nas palmas das mãos, solas dos pés ou superfícies mucosas.

O melanoma maligno lentigo ocorre em cerca de 5% dos casos, normalmente nos idosos. É o mais comum nas peles com danos causados pelo sol, na cabeça, pescoço e braços.

A luz do sol (luz ultravioleta) é a causa principal de todos os cânceres de pele, incluindo os melanomas.

Fonte: http://adam.sertaoggi.com.br

Leucemia linfóide aguda

Tem como característica o crescimento rápido de células sanguíneas imaturas. Esse acúmulo de células faz com que a medula óssea não tenha capacidade de produzir células sanguíneas saudáveis. A forma aguda de leucemia pode ocorrer em crianças e em adultos jovens. Quando a leucemia afeta as células linfócitas, é chamada de linfóide. A leucemia linfóide aguda resulta na produção descontrolada de blastos (cada uma das células indiferenciadas presentes no organismo, em especial aquelas que darão origem às células do sangue) com diminuição na produção normal de glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas.

A leucemia linfóide aguda (sigla:LLA) tem origem nos linfócitos primitivos que podem estar em diferentes estágios de desenvolvimento.

As células com leucemia não conseguem realizar as suas funções, como combater a infecção , levar oxigênio para os tecidos e coagular. Por isso, os pacientes com leucemia costumeiramente apresentam, anemia e sangramentos.

Os sintomas de leucemia linfóide aguda podem ser iguais aos de várias outras doenças ou infecções. Um diagnóstico seguro da doença só pode ser feito depois de um exame clínico minucioso seguido de exames específicos.

Os principais sinais e sintomas da LLA são:

  • Febre (que pode estar associada à leucemia ou à infecção);
  • Infecções;
  • Fraqueza e fadiga;
  • Sangramentos;
  • Perda de apetite e peso;
  • Sudorese noturna;
  • Manchas roxas na pele: denominado de hematomas e equimoses;
  • Dor óssea;
  • Dor nas articulações;
  • Dor abdominal: em função do aumento do baço;
  • Aumento dos gânglios linfáticos, chamada de adenomegalia;
  • Aumento do tamanho dos testículos dos meninos;
  • Dor de cabeça e vômitos

Para investigar esses sintomas, o médico faz um levantamento do histórico do paciente, um exame físico e exames de sangue. Para confirmar o diagnóstico da Leucemia Linfóide Aguda (LLA) é necessário fazer um mielograma que é uma punção da medula óssea. O envolvimento do sistema nervoso é avaliado através da coleta e estudo do líquor. O diagnóstico definitivo inclui análise microscópica da medula óssea, exames de imunofenotipagem que possibilitam a avaliação do tipo de leucemia e citogenética que é a análise das alterações genéticas das células.

O tratamento da leucemia é feito com quimioterapia. É importante que a quimioterpia comece assim que o diagnóstico de LLA for confirmado. No tratamento da leucemia linfóide aguda, é utilizada uma combinação de várias drogas para controle da doença.

leucemia aguda

tem como característica o crescimento rápido de células sanguíneas imaturas. Esse acúmulo de células faz com que a medula óssea não tenha capacidade de produzir células sanguíneas saudáveis. A forma aguda de leucemia pode ocorrer em crianças e em adultos jovens. Quando a leucemia afeta as células linfócitas, é chamada de linfóide. A leucemia linfóide aguda resulta na produção descontrolada de blastos (cada uma das células indiferenciadas presentes no organismo, em especial aquelas que darão origem às células do sangue) com diminuição na produção normal de glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas.

A leucemia linfóide aguda (sigla:LLA) tem origem nos linfócitos primitivos que podem estar em diferentes estágios de desenvolvimento.

As células com leucemia não conseguem realizar as suas funções, como combater a infecção , levar oxigênio para os tecidos e coagular. Por isso, os pacientes com leucemia costumeiramente apresentam, anemia e sangramentos.

Os sintomas de leucemia linfóide aguda podem ser iguais aos de várias outras doenças ou infecções. Um diagnóstico seguro da doença só pode ser feito depois de um exame clínico minucioso seguido de exames específicos.

Os principais sinais e sintomas da LLA são:

  • Febre (que pode estar associada à leucemia ou à infecção);
  • Infecções;
  • Fraqueza e fadiga;
  • Sangramentos;
  • Perda de apetite e peso;
  • Sudorese noturna;
  • Manchas roxas na pele: denominado de hematomas e equimoses;
  • Dor óssea;
  • Dor nas articulações;
  • Dor abdominal: em função do aumento do baço;
  • Aumento dos gânglios linfáticos, chamada de adenomegalia;
  • Aumento do tamanho dos testículos dos meninos;
  • Dor de cabeça e vômitos

Para investigar esses sintomas, o médico faz um levantamento do histórico do paciente, um exame físico e exames de sangue. Para confirmar o diagnóstico da Leucemia Linfóide Aguda (LLA) é necessário fazer um mielograma que é uma punção da medula óssea. O envolvimento do sistema nervoso é avaliado através da coleta e estudo do líquor. O diagnóstico definitivo inclui análise microscópica da medula óssea, exames de imunofenotipagem que possibilitam a avaliação do tipo de leucemia e citogenética que é a análise das alterações genéticas das células.

O tratamento da leucemia é feito com quimioterapia. É importante que a quimioterpia comece assim que o diagnóstico de LLA for confirmado. No tratamento da leucemia linfóide aguda, é utilizada uma combinação de várias drogas para controle da doença.

terça-feira, 11 de maio de 2010

SARA

Síndrome da angústia respiratória do adulto (SARA)

Definição:

Falha do sistema respiratório caracterizada por acúmulo de fluido nos pulmões, provocando o enrijecimento pulmonar. A doença é desencadeada por diversos processos que lesam os pulmões. Veja também síndrome da angústia respiratória (bebês).

Causas, incidência e fatores de risco:

A SARA é uma emergência médica. Pode ser causada por uma variedade de doenças que fazem com que os vasos sangüíneos, direta ou indiretamente, promovam o acúmulo de fluido nos pulmões. A capacidade de expansão pulmonar fica gravemente comprometida e a lesão dos alvéolos e do revestimento (endotélio) dos pulmões é extensa. A concentração de oxigênio no sangue fica muito baixa, mesmo se o paciente for oxigenado. As causas sistêmicas de lesão pulmonar são: trauma, lesões cefálicas, choque, sepse, múltiplas transfusões de sangue e medicamentos. As causas pulmonares são: embolia pulmonar, pneumonia grave, inalação de fumaça, radiação, altitude elevada, quase-afogamento e outros. Os sintomas normalmente aparecem em 24 a 48 horas após a lesão ou doença. O tabagismo pode ser um fator de risco. A incidência é de 1 em cada 100.000 pessoas.


http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/000103.htm

terça-feira, 4 de maio de 2010

Linfoma

São tumores que se iniciam a partir da transformação de um linfócito no sistema linfático. O prefixo “linfo” indica sua origem a partir da transformação de um linfócito, e o sufixo “oma” é derivado da palavra grega que significa “tumor”. Os linfomas, inclusive o linfoma de Hodgkin, são resultado de um dano ao DNA de um linfócito. Esse dano ao DNA ocorre após o nascimento e representa, portanto, uma doença adquirida e não hereditária. Essa alteração ou mutação do DNA do linfócito gera uma transfo resulta no crescimento descontrolado e excessivo do linfócito, proporcionando uma vantagem competitiva aos linfócitos malignos e às células formadas a partir da multiplicação dos mesmos. O acúmulo dessas células em divisão resulta em massas tumorais nos linfonodos e em outros locais.
Os linfomas geralmente têm início nos linfonodos ou em aglomerados de tecidos linfáticos presentes em órgãos como o estômago e os intestinos. Em alguns casos, os linfomas podem envolver a medula óssea e o sangue: é possível que eles se disseminem para outros locais. As leucemias linfocíticas se originam e ocorrem principalmente na medula óssea, passando a seguir para o sangue. Elas podem se espalhar envolvendo os linfonodos.
Tradicionalmente existem 2 classificações para a doença:

* Linfoma de Hodgkin (que já foi chamada de doença de Hodgkin).
* Linfoma não-Hodgkin (que engloba todos os outros tipos de linfoma)

A classificação científica dos tipos de linfoma é mais detalhada.
O tratamento envolve uma procura da doença em vários órgãos, chamado de estadiamento e pode ser radioterápico, quimioterápico ou em alguns casos o transplante de medula óssea está indicado.



http://pt.wikipedia.org/wiki/Linfoma

Hiperparatireidismo‏

O que são hiperparatireoidismo primário e secundário

O hiperparatireoidismo primário é uma desordem das glândulas paratiróides, também chamadas de paratireóides. Primário significa que essa desordem se origina nas próprias glândulas paratiróides. Uma ou mais glândulas paratiróides aumentadas e superativas secretam muito hormônio paratiróide. Já no hiperparatireoidismo secundário, um problema como insuficiência renal faz com que as paratiróides fiquem superativas.

O que são as glândulas paratiróides

As glândulas paratireóides são quatro glândulas do tamanho de uma ervilha localizadas na glândula tiróide no pescoço. Embora os nomes sejam similares, as glândulas tiróides e paratiróides são completamente diferentes, cada uma produzindo hormônios distintos com funções específicas. As glândulas paratiróides secretam hormônio paratiróide, o qual ajuda a manter o equilíbrio adequado entre cálcio e fósforo no organismo. O hormônio paratiróide regula o nível de cálcio no sangue através da liberação esse mineral do osso, absorção pelo intestino, e excreção pela urina. Quando o nível de cálcio no sangue abaixa muito, as glândula paratiróides secretam somente hormônio paratiróide suficiente para restaurar o nível normal.

Hiperparatireoidismo e hipercalcemia

Se as glândulas paratiróides secretam muito hormônio, como no caso de hiperparatireoidismo primário, o nível de cálcio no sangue eleva. Essa condição de cálcio excessivo no sangue é chamada hipercalcemia. A hipercalcemia é o que geralmente sinaliza ao médico que alguma coisa está errada com as glândula paratiróides.

Causas do hiperparatireoidismo primário

Em 85% das pessoas com hiperparatireoidismo primário um tumor benigno chamado adenoma formou-se em uma das glândulas paratiróides, fazendo com que ela fique superativa. Tumores benignos não são cancerosos. Na maioria dos outros casos, o excesso de hormônio é decorrente de duas ou mais glândulas paratiróides inchadas, uma condição chamada hiperplasia. Bem raramente o hiperparatireoidismo primário é causado por câncer na glândula paratiróide.

Sintomas do hiperparatireoidismo

Uma pessoa com hiperparatireoidismo pode ter sintomas severos, moderados ou não apresentar sintoma nenhum. Quando os sintomas aparecem, eles são geralmente moderados e não-específicos, como sensação de fraqueza, fadiga, depressão e dores. Com sintomas mais severos a pessoa pode ter perda de apetite, náusea, vômito, constipação, confusão, problemas de raciocínio e memória, e aumento da sede e urinação. Pacientes podem ter enfraquecimento dos ossos sem sintomas, mas com aumento do risco de fraturas. A excreção aumentada de cálcio e fósforo na urina pode causar pedra nos rins.

Diagnóstico do hiperparatireoidismo

O hiperparatireoidismo é diagnosticado quando testes mostram que os níveis de cálcio no sangue estão altos (hipercalcemia) e os de hormônio paratiróide também. Outras doenças podem causar hipercalcemia, mas somente no hiperparatireoidismo o nível elevado de cálcio resulta de muito hormônio paratiróide.

Tratamento do hiperparatireoidismo

Cirurgia para remover as glândula paratiróides inchadas é o principal tratamento para hiperparatireoidismo primário e o cura em 95% das operações. Calcimiméticos são uma classe de medicamentos para o tratamento de hiperparatireoidismo secundário decorrente de insuficiência renal com diálise, e de hiperparatireoidismo primário decorrente de câncer paratiróide. Alguns pacientes com hiperparatireoidismo moderado podem não necessitar de tratamento imediato.

http://www.copacabanarunners.net/hiperparatireoidismo.html

sábado, 24 de abril de 2010

Rinite Alérgica

O que é Rinite?

Rinite é uma inflamação das mucosas do nariz. Uma em cada 7 pessoas apresenta rinite alérgica, tanto adulto quanto criança. As rinites têm várias causas, desde resfriados, produtos químicos irritantes, até medicamentos e alergia. Os sintomas são muito parecidos entre todos os tipos de rinites e muita gente pensa que rinite alérgica é um resfriado que não passa nunca ou uma "sinusite" com dor de cabeça crônica.

Quais os tipos mais freqüentes?

A rinite medicamentosa é muito freqüente, pois as pessoas usam medicamentos no nariz sem orientação médica, sem saber quais os riscos que estão correndo. Muitos medicamentos usados no nariz podem causar rinite, ao invés de curá-la.

A rinite alérgica é muito comum, especialmente em cidades grandes, onde o ambiente é poluído e a poeira doméstica é abundante, e em locais úmidos, com mofo.

A rinite vasomotora e a rinite causada por irritantes são também muito comuns em cidades grandes, devido ao grande número de poluentes e aos agentes irritantes na atmosfera.

Existe um tipo especial de rinite alérgica, que é causada por pólens, conhecida como "febre do feno", embora não seja causada pelo feno, e não cause febre. Ela ocorre apenas em determinadas épocas do ano, quando existe a polinização das plantas. Esta forma de rinite alérgica é a mais comum nos estados do Brasil onde as estações do ano são bem definidas.

É contagiosa?

A rinite alérgica não é contagiosa, não passa de pessoa para pessoa com o convívio social ou íntimo. Os pais podem transmitir para os filhos através dos genes, das suas características familiares; por isso pais e filhos muitas vezes têm sintomas semelhantes.

Tem cura?

A rinite alérgica tem tratamento, mas não tem cura. Quem tem rinite alérgica pode viver sem sintomas, como qualquer um, quando a rinite for tratada corretamente.

O que piora?

Quanto mais se entrar em contato com
as substâncias que causam alergia,
piores são os sintomas. Os agentes
irritantes da atmosfera poluída
pioram muito os sintomas, assim
como substâncias químicas e produtos
de limpeza. Fumaça de cigarro,
inseticida, tintas, combustíveis e até
perfumes pioram a rinite alérgica.

Prevenção

A melhor maneira de tratar a rinite alérgica é a prevenção, com medidas para diminuir a presença de agentes alérgenos na sua casa. É preciso evitar sempre as substâncias que desencadeiam a crise de rinite.

Fonte: http://www.cirurgiaendocrina.com.br/rinitealergica.html

Candidíase ou monilíase vaginal

Candidíase ou monilíase vaginal

É um dos mais irritantes corrimentos. Provoca corrimento espesso tipo nata de leite e geralmente é acompanhado de coceira ou irritação intensa. Candida ou Monília é um fungo e a candidíase é, portanto, uma micose.

A candida aparece quando a resistência do organismo cai ou quando a resistência vaginal está diminuída. Alguns fatores são causadores desta micose:

* antibióticos
* gravidez
* diabetes
* infecções
* deficiência imunológica
* medicamentos como anticoncepcionais e corticóides

Eventualmente o parceiro sexual aparece com pequenas manchas vermelhas no pênis. Mas a candidíase NÃO é considerada uma doença sexualmente transmissível.

O diagnóstico é clínico, através de exames de laboratório e o papanicolaou.

O tratamento é a base de antimicóticos mas deve-se tentar tratar as causas da candidiase para evitar as recidivas.

Fonte: http://www.gineco.com.br/candida.htm

É muito importante não confundir o corrimento por cândida com o corrimento por excesso de Bacilos de Doderlein pois neste caso o tratamento é diferente.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Tratamento de tuberculose com a fisioterapia

A tuberculose pulmonar e sua fácil proliferação pelas partículas de ar contendo bacilos de koch ou bactéria do tipo:Mycobacterium tuberculosis está dia-a -dia aumentando o número de casos e sua incidência é aumentar de forma exarcebada futuramente.
Assim, a fisioterapia e sua ampla visão de atuação entra em ação mais uma vez,logo o tratamento do tuberculoso é indicado sessões de fisioterapia,onde se é realizado diversos procedimentos ,desde a nebulização-para ajudar na liberção da secreção,como
na eletroterapia o aparelho mais utilizado é o ultra som, porém há indicação de exercícios de relaxamento e de condicionamento, treino da musculatura respiratória e o uso de Laser As-Ga.
NA área da fisioterapia que atua nesse tratamento é a pneumo –funcional.
NA assistência fisioterapêutica aos pacientes de tuberculose, como toda assistência adequada, inicia-se com uma avaliação completa, com ênfase na avaliação respiratória.
Utiliza-se também técnicas manuais que auxiliam no tratamento como: tapotagem, vibrocompressão, inaloterapia e drenagem postural.
Auxiliam também ao tratamento técnica de expiração forçada,tosse assistida e oscilação oral de alta frequência com a utilização do shaker ou flutter.
GASTRITES - Erosões do estômago - Gastropatias
DUODENITES -
Erosões do duodeno
Gastrite significa inflamação do estômago.
Algumas das alterações, descritas nesta página, não são rigorosamente gastrites, porque não existe inflamação e por isso se designam por gastropatias.

Gastrite Aguda:

- A gastrite aguda é, na maior parte dos casos, uma situação passageira que ou cura em poucos dias ou evolui para a gastrite crónica. É, quase sempre, tão passageira que raramente se diagnostica. As lesões agudas geralmente hemorrágicas (gastropatia erosiva ou gastropatia hemorrágica, úlcera aguda) podem ser causa de perdas de sangue pela boca ( hematémeses ) ou pelo recto ( melenas ) obrigando-nos a ir à urgência do Hospital.

Causas de gastropatia aguda:

  • Helicobacter pylori e outras bactérias, vírus, tóxicos...

  • Álcool

  • Anti-infamatórios não esteróides ( AINE )

  • Gastrite rádica. Pode ser uma complicação que aparece nas pessoas submetidas a tratamentos com radiações.

  • O stress grave dos queimados, dos traumatizados do crânio, dos doentes com insuficiência respiratória, dos doentes com sepsia: estas situações são com frequência causa de lesões agudas por vezes responsáveis por hemorragias graves.

O H. pylori, a ingestão de álcool ou de aspirina e outros medicamentos anti-inflamatórios são a causa mais frequente de gastrite aguda ou gastropatia erosiva.
O Helicobacter pylori causa uma gastrite aguda transitória, por isso, mal conhecida, que poderá causar dor epigástrica, mal-estar, náuseas etc., mas que evolui em poucos dias para gastrite crónica.

A GASTROENTERITE é uma inflamação aguda do estômago ( gastrite ) e intestino ( enterite ), muito frequente e, na maior parte dos casos relacionada com intoxicação alimentar. Além das náuseas e vómitos é acompanhada de diarreia . É uma doença que evolui para a cura em poucos dias. Ingerir líquidos para evitar a desidratação é quase sempre o tratamento suficiente.


Gastrite crônica:

Gastrite crónica pelo Helicobacter pylori : sabemos desde 1983 que a causa mais frequente de gastrite crônica é uma bactéria: o Helicobacter pylori. A gastrite crónica causada pelo Helicobacter pylori ( também designada por gastrite B ), localizada sobretudo no antro do estômago, é uma das infecções mais frequentes no mundo, atingindo mais de 50 % da humanidade e mais de 90% dos adultos de alguns continentes e países ( África, América do sul, Ásia). Em Portugal cerca de 50% das crianças com 8 anos de idade já têm gastrite causada pelo Helicobacter pylori. O aspecto endoscópico do estômago com gastrite crónica é normal ou ligeiramente alterado. O diagnóstico da gastrite crónica faz-se, observando um fragmento de estômago ao microscópio. A existência do Helicobacter pylori na mucosa do estômago pode ser comprovada por vários testes de fácil execução. Mas, fazer um teste para comprovar a existência duma bactéria que, em Portugal, quase todos temos e, raramente justifica tratamento, é na maior parte dos casos uma inutilidade.
A gastrite crónica pelo H. pylori que, quase todos os portugueses adultos têm, raramente causa sintomas e, não se defende, como norma, o seu tratamento, que seria a erradicação do Helicobacter pylori. ( A erradicação do Helicobacter pylori deve fazer-se nas pessoas que têm úlcera do estômago ou do duodeno ou linfoma MALT ).

Em conclusão: quase todos os portugueses adultos e, mais de 50% da população mundial têm gastrite crônica causada pelo Helicobacter pylori mas que raramente causa sintomas. As pessoas com queixas do estômago, a quem é dito que têm "gastrite", na maior parte dos casos se fizerem tratamento para curar a gastrite (erradicação do Helicobater pylori), continuam com as mesmas queixas, porque a causa dos sintomas não é a gastrite.

- Outras gastrites infecciosas: para além da gastrite pelo Helicobacter pylori e da gastrite granulomatosa da tuberculose e da sífilis, outras bactérias como o streptococcus, a Escherichia coli, o staphilococcus, o Clostridium podem ser, embora muito raramente, causa de gastrites graves, sobretudo em indivíduos debilitados, alcoólicos, com SIDA... As gastrites por fungos ( candida, histoplasma etc. ) assim como as gastrites por vírus ( cytomegalovírus, herpes vírus etc. ) são situações muito, muito raras. No entanto, nos indivíduos com SIDA é frequente encontrar gastrite pelo citomegalovírus ( CMV ), por cândidas e outros agentes.

Gastrite crônica auto-imune: também designada por gastrite A ou gastrite da Anemia Perniciosa. É pouco frequente em Portugal. Na Anemia Perniciosa há uma atrofia da mucosa gástrica em que desaparecem as células que produzem o factor intrínseco. O factor intrínseco é indispensável para que a absorção de vitamina B12 se faça no intestino delgado. A estes doentes, uma vez que não produzem factor intrínseco e por isso não absorvem Vitamina B12 esta vitamina terá que ser injectada, assim como aos doentes a quem foi retirado todo o estômago ( submetidos a gastrectomia total ). Geralmente faz-se uma injecção mensal de pelo menos 200 µg de Vitamina B12. A Anemia Perniciosa leva a lesões neurológicas graves.

Gastrite crónica dos anti-inflamatórios e do refluxo biliar - gastrite química. O uso continuado de medicamentos anti-inflamatórios e a bílis do refluxo biliar do duodeno para o estômago ou do refluxo biliar após cirurgia do estômago ( gastrectomia parcial ) podem ser causa de gastrite crónica.

Gastrites muito raras: Há outras gastrites crónicas muito raras:

- Gastrite granulomatosa: da doença de Crohn, da tuberculose, da sífilis, da sarcoidose etc.

- Gastrite a eosinófilos: entidade muito rara.. Os doentes com esta gastrite devem ser seguidos na consulta de alergologia.

- Gastrite linfocítica: muitas vezes associada às pápulas umbilicadas e denominada gastropatia papulosa, por vezes também denominada gastrite varioliforme por causa do aspecto. Esta gastrite parece não causar sintomas e, não se conhece nenhum tratamento eficaz. É uma afecção anódina? Estará, pelo menos nalguns casos, relacionada com o helicobater?

- Doença de Ménétrier também chamada gastropatia hipertrófica ou gastrite de pregas gigantes: situação rara caracterizada por pregas gigantes no corpo do estômago associada a náuseas, diarreia e a perdas de proteínas, podendo dar origem a um edema generalizado. A causa é desconhecida.

DUODENITES

A inflamação da mucosa do duodeno pode aparecer associada à gastrite causada pelo H. pylori. Essa mucosa inflamada do bulbo duodenal pode ser substituída por mucosa do estômago e ser colonizada pelo H. pylori. Admitem alguns peritos que esse será o mecanismo inicial para o aparecimento da úlcera do duodeno.
Também alguns vírus, bactérias e parasitas podem invadir o duodeno e ser causa de duodenite, mas são situações raras.

Por vezes a mucosa do duodeno tem aspecto nodular e, alguns chamam-lhe mesmo duodenite nodular. Ao exame microscópico nalguns casos observa-se uma duodenite, noutros observa-se mucosa gastrica e noutros hiperplasia das glândulas do duodeno ( glândulas de Brunner ). Não se sabe se estas alterações têm significado clínico.

http://www.gastroalgarve.com/doencasdotd/estomago/gastrites.htm

Hanseníase

O que é?

A hanseníase é uma doença infecciosa, de evolução crônica (muito longa) causada pelo Mycobacterium leprae, microorganismo que acomete principalmente a pele e os nervos das extremidades do corpo. A doença tem um passado triste, de discriminação e isolamento dos doentes, que hoje já não existe e nem é necessário, pois a doença pode ser tratada e curada.

A transmissão se dá de indivíduo para indivíduo, por germes eliminados por gotículas da fala e que são inalados por outras pessoas penetrando o organismo pela mucosa do nariz. Outra possibilidade é o contato direto com a pele através de feridas de doentes. No entanto, é necessário um contato íntimo e prolongado para a contaminação, como a convivência de familiares na mesma residência. Daí a importância do exame dos familiares do doente de hanseníase.

A maioria da população adulta é resistente à hanseníase, mas as crianças são mais susceptíveis, geralmente adquirindo a doença quando há um paciente contaminante na família. O período de incubação varia de 2 a 7 anos e entre os fatores predisponentes estão o baixo nível sócio-econômico, a desnutrição e a superpopulação doméstica. Devido a isso, a doença ainda tem grande incidência nos países subdesenvolvidos.

Manifestações clínicas

As formas de manifestação da hanseníase dependem da resposta imune do hospedeiro ao bacilo causador da doença. Esta resposta pode ser verificada através do teste de Mitsuda, que não dá o diagnóstico da doença, apenas avalia a resistência do indivíduo ao bacilo. Um resultado positivo significa boa defesa, um resultado negativo, ausência de defesa e um resultado duvidoso, defesa intermediária. Temos então, as seguintes formas clínicas da doença:

  • Hanseníase indeterminada: forma inicial, evolui espontaneamente para a cura na maioria dos casos e para as outras formas da doença em cerca de 25% dos casos. Geralmente, encontra-se apenas uma lesão, de cor mais clara que a pele normal, com diminuição da sensibilidade. Mais comum em crianças.
  • Hanseníase tuberculóide: forma mais benigna e localizada, ocorre em pessoas com alta resistência ao bacilo. As lesões são poucas (ou única), de limites bem definidos e um pouco elevados e com ausência de sensibilidade (dormência). Ocorrem alterações nos nervos próximos à lesão, podendo causar dor, fraqueza e atrofia muscular.
  • Hanseníase borderline (ou dimorfa): forma intermediária que é resultado de uma imunidade também intermediária. O número de lesões é maior, formando manchas que podem atingir grandes áreas da pele, envolvendo partes da pele sadia. O acometimento dos nervos é mais extenso.
  • Hanseníase virchowiana (ou lepromatosa): nestes casos a imunidade é nula e o bacilo se multiplica muito, levando a um quadro mais grave, com anestesia dos pés e mãos que favorecem os traumatismos e feridas que podem causar deformidades, atrofia muscular, inchaço das pernas e surgimento de lesões elevadas na pele (nódulos). Órgãos internos também são acometidos pela doença.

Tratamento

A hanseníase tem cura. O tratamento da hanseníase no Brasil é feito nos Centros Municipais de Saúde (Postos de Saúde) e os medicamentos são fornecidos gratuitamente aos pacientes, que são acompanhados durante todo o tratamento.

A duração do tratamento varia de acordo com a forma da doença: 6 meses para as formas mais brandas e 12 meses para as formas mais graves.

Fonte: http://www.dermatologia.net/novo/base/doencas/hanseniase.shtml


sexta-feira, 12 de março de 2010

"Pedras na vesícula" - cálculos biliares

Neste artigo:

- Introdução
-
Fatores de risco
-
Sintomas
-
Diagnóstico
-
Complicações
-
Tratamento
-
Prevenção

"A vesícula biliar é um órgão que se localiza junto ao fígado e tem a função de armazenar a bile, a qual é produzida pelo fígado, e liberada no intestino após as refeições. A bile ajuda na digestão das gorduras e tem um alto teor de sais biliares, que são produzidos a partir de colesterol. Assim, a vesícula funciona como uma bolsa armazenadora desses sais biliares, ricos em colesterol. Nos intervalos entre as refeições, a parte líquida da bile vai sendo absorvida pelas paredes da vesícula, fazendo com que a mesma fique mais concentrada, ou seja, menor quantidade de água. Este é o mecanismo pelo qual começam a se formar os cálculos ou pedras".

Introdução

Os cálculos biliares ("pedras na vesícula") são formados geralmente no interior da vesícula biliar. O que acontece é que quando a água da bile vai sendo absorvida, os sais biliares vão ficando mais concentrados. Como já dito, esses cálculos são ricos em colesterol. O mecanismo é semelhante ao da formação dos cálculos renais ("pedras nos rins"), e se assemelha à formação das pérolas, nas conchas. Os sais biliares, mais concentrados, vão ficando mais próximos e acabam se agrupando; com o passar do tempo, mais e mais sais se juntam aos anteriores. Já que os sais são ricos em colesterol, podemos concluir que os cálculos são formados principalmente por esse componente. Esses cálculos ficam armazenados na vesícula e, em determinado momento, podem migrar pelos canais que levam a bile até o intestino. É aí que está o maior problema.

Alguns fatores estão associados a um risco maior de desenvolvimento de "pedras na vesícula". São eles:

• Obesidade: aumenta a secreção de colesterol na bile;
• Perda importante de peso: também aumenta a perda de colesterol na bile;
• Uso de anticoncepcionais orais;
• Sexo feminino;
• Idade avançada;
• Gravidez;
• Dieta rica em gorduras;
• Vida sedentária;
• Hipertensão arterial (pressão alta);
• Tabagismo;
• Predisposição genética;
• Anemia hemolítica crônica: ocorre quando as hemácias (células vermelhas do sangue) são destruídas.

Algumas vezes, os cálculos podem não causar nenhum sintoma, de forma que o indivíduo nem imagina que tem esse problema. Os sintomas surgem principalmente quando ocorre inflamação da vesícula ou quando o cálculo migra para os canais que conduzem a bile.

No caso da migração das pedras, elas acabam obstruindo os canais, pois esses são muito estreitos. Com isso, a pressão dentro da vesícula aumenta e ocorre distensão (como se ela aumentasse de tamanho muito rápido), levando ao sintoma mais característico: a chamada cólica biliar. Essa dor aparece na região da "boca do estômago", vai aumentando de intensidade e passa a localizar-se mais para o lado direito do abdome. O indivíduo pode também contar que sente dor no ombro direito ou nas costas. Nos casos sem complicações, dura até uma hora. Pode ser desencadeada após refeição muito gordurosa, refeição normal ou quando o paciente se alimenta após um longo período de jejum.

Náuseas e vômitos podem surgir no momento em que a dor atinge o máximo de intensidade. A febre ocorre quando há inflamação dos canais ou da vesícula. Se a febre for alta e acompanhar-se de calafrios, indica a existência de infecção por bactérias, uma doença chamada colangite.

Quando o cálculo obstrui o canal de drenagem da bile, o paciente pode apresentar icterícia ("amarelão"), ou seja, fica com a pele e a porção branca dos olhos com coloração amarelada. Isso ocorre porque a bile fica "parada" na vesícula e a bilirrubina (pigmento amarelado presente na bile) vai sendo absorvida e passa para o sangue. Nesses casos, a urina pode ficar escura (amarronzada) e as fezes claras.

A história que o paciente conta é bem característica, e orienta o pensamento do médico para o diagnóstico. Para a confirmação da presença dos cálculos realiza-se o exame de ultra-som. No caso dos cálculos biliares, como a maioria é formada de colesterol, eles não aparecem na radiografia, ao contrário dos cálculos renais (que são formados principalmente por cálcio e, como os ossos, aparecem à radiografia). Por isso o ultra-som é tão importante. No entanto, outros exames podem ser utilizados, como a cintilografia.

Exames de sangue podem ser solicitados quando há suspeita de alguma complicação da doença.

Além da cólica biliar, o paciente com cálculos biliares está sob risco de outras complicações:

• Colecistite aguda: é a inflamação aguda da vesícula, que ocorre quando o cálculo fica preso logo na saída do órgão. O paciente apresenta uma dor forte e constante e também febre.

• Coledocolitíase: o colédoco é o principal canal que leva a bile desde a vesícula até o intestino. A coledocolitíase desenvolve-se quando o cálculo obstrui esse canal. Nesses casos o paciente apresenta a icterícia ("amarelão").

• Colangite: é a infecção dos canais biliares por bactérias, após a obstrução. A bile "parada" favorece a proliferação de bactérias.

• Pancreatite: inflamação do pâncreas. Ocorre porque o canal que leva a bile da vesícula para o intestino passa dentro do pâncreas e se junta com o canal principal que drena o suco pancreático. Quando o cálculo obstrui esses ductos, o suco pancreático fica retido e acaba agredindo o próprio pâncreas.

O tratamento pode ser feito com medicamentos ou por cirurgia, com a retirada da vesícula (colecistectomia). Os medicamentos atuam dissolvendo o cálculo, e podem ser indicados para aqueles pacientes que não apresentam sintomas. Porém, esse tratamento apresenta alguns inconvenientes, como: uso prolongado de medicamento caro; recorrência dos cálculos após a interrupção do uso. Esses fatores, aliados aos ótimos resultados obtidos com a colecistectomia por laparoscopia, têm feito com que a cirurgia seja preferível.

A cirurgia está indicada nos seguintes casos:

• Paciente com sintomas graves o bastante para interferir com sua rotina diária.
• Paciente que apresentou alguma complicação devido à presença dos cálculos.
• Paciente que possui algum fator que aumente seu risco de desenvolvimento de complicações.

A colecistectomia pode ser realizada de duas maneiras:

1. convencional, na qual o cirurgião faz uma incisão no abdome e visualiza diretamente a vesícula;

2. laparoscopia, na qual o cirurgião introduz duas ou três cânulas em pequenas aberturas na parede abdominal, e visualiza a cavidade por meio de um monitor. A via laparoscópica é preferida, pois o resultado estético é melhor, a dor no pós-operatório é mais leve, a duração da internação é menor e o paciente volta mais rápido ao trabalho e a suas atividades habituais.

Outro tratamento que pode ser utilizado é a litotripsia extracorpórea, da mesma forma que utilizada para os cálculos renais. Nessa técnica, aplicam-se ondas de choque na superfície do abdome, dirigidas ao cálculo, com o objetivo de quebrá-lo em pedaços menores que possam ser eliminados. Deve ser utilizada em associação aos medicamentos que dissolvem os cálculos. Porém, as indicações desse tratamento são restritas.

Ainda não foram determinadas maneiras para prevenir a formação dos cálculos biliares, porém algumas recomendações são feitas:

• Dieta rica em fibras e com menor quantidade de gordura;
• Manter o peso ideal, evitando a obesidade;
• Prática de atividades físicas;
• Interromper o tabagismo.

fonte: http://boasaude.uol.com.br
Postado por: Arcângela Cássia

quinta-feira, 4 de março de 2010

Alergias Respiratórias

Com a chegada do inverno muitas pessoas, adultos e crianças, são acometidos pelas chamadas alergias respiratórias. A grande maioria dos pacientes apresenta sintomas de rinite (espirros e escorrimento pelo nariz, principalmente pela manhã), bronquite (tosse com ou sem catarro) e asma (falta de ar ou dificuldade de respirar).

Antes de tudo, é bom saber o que é alergia. Trata-se de uma doença hereditária (transmitida dos pais para os filhos), relacionada ao sistema imunológico (de defesa) da pessoa. Se um dos pais é alérgico, a chance de o filho ser é de 20%; se os dois pais são, as chances passam a ser de 80%. Este fator sofre influências, também, da região e do ambiente onde a pessoa vive, que podem, ou não, facilitar o desencadeamento da doença, explicam os especialistas em alergia clínica e ambiental.

Segundo os médicos, no caso do Brasil, um país tropical com grande extensão territorial, as pessoas alérgicas sofrem influências de fatores ambientais inerentes a cada região, por exemplo: no sul, são registrados mais processos alérgicos desencadeados devido ao pólen que cai das flores e à alimentação.

Nas grandes cidades do sudeste, como Rio de Janeiro e São Paulo, as influências são devido à poluição ambiental causada pela fumaça do trânsito, indústrias e chaminés.

Caso seja comprovado o fator alérgico – como tosse constante, dor no peito e nariz escorrendo, com freqüência –, os médicos aconselham a procurar um especialista, para diagnosticar as causas. Na maioria dos casos, as alergias podem ser controladas evitando-se o contato com as substâncias causadoras, monitorando o ambiente e eliminando os fatores externos que possam estar desencadeando o processo alérgico. O correto é tratar os sinais e sintomas da doença, para que ela não progrida. Em algumas situações, no entanto, é necessária a prescrição de medicamento antialérgico (corticóides como última opção).

Conforme atesta o médico, alguns casos mais graves, como a asma não controlada e as reações anafiláticas devem ser tratadas com urgência. A reação anafilática, que pode ser desencadeada, principalmente, por picada de insetos (abelhas, vespas e formigas), medicamentos (antibióticos, ácido acetil salicílico entre outros) e ingestão de certos alimentos (como frutos do mar), tem como sintomas: inchaço principalmente da região do rosto (boca e olhos), dificuldade de respirar e tontura.

Além dos fatores genético e ambiental, o especialista alerta para a tendência de alimentos – como corantes, chocolate e leite – serem grandes desencadeadores de alergia. Ou seja, para driblar esta grande vilã, que acompanha a humanidade durante séculos, é importante minimizar os fatores de risco, procurando viver em um ambiente seco (sem umidade), ventilado (sem fungo e ácaro – parasita responsável por desencadear processos alérgicos) e limpo (sem poeira ou sujeira).

Dica

limpe a casa com um pano umedecido em água ou álcool, evitando desinfetante e outros produtos químicos. Nada de espanador, cortinas de tecido e carpete, que concentram muita poeira. Os ácaros, principais causadores de alergia, são abundantes nos colchões e travesseiros, locais onde costumamos passar grande parte do nosso dia e por isso é imprescindível o uso de capas impermeáveis aos ácaros. Evite ter no quarto almofadas, bichinhos de pelúcia e cortinas pesadas, pois tudo isso se torna ninho de ácaros. Deixe entrar ar e sol sempre que possível nos cômodos, evitando assim o aparecimento de fungos.

Os principais tipos de alergias respiratórias

Rinite Alérgica

Sintomas:

coceira no nariz, nariz escorrendo e muitos espirros.

Causas:

pó (ácaros e fungos), cheiros fortes, lustra móveis, fumaça de cigarro, mudança de temperatura.

Portanto, a melhor medida para aliviar suas crises é evitar as causas: manter a casa arejada, evitar produtos de limpeza com cheiro forte, eliminar focos de mofo, principalmente dos armários e forrar colchões e travesseiros com capas anti-ácaro, além de evitar sair, bruscamente, de locais quentes para locais com ar condicionado.

Bronquite Alérgica

Sintomas:

tosse, peito cheio.

Causas:

infecção, poeira doméstica

Asma

Sintomas:

chiado no peito, dificuldade de respirar, tosse.

Causas:

infecções, poeira doméstica, cheiros fortes, inseticidas, lustra móveis, tinta e alguns medicamentos, como, por exemplo, Aspirina, AAS, Novalgina.

Para o reconhecimento da asma é necessário conhecer suas diferentes manifestações: na asma leve os sintomas são discretos e esporádicos, não há sintomas entre as crises, não prejudica o sono, não atrapalha as atividades físicas, não provoca falta às aulas ou ao trabalho. Na asma moderada os sintomas já são mais significativos: há cansaço, chiado e tosse, aparecem sintomas noturnos e prejudica o sono, atrapalha as atividades diárias (estudo, trabalho, esportes). Na asma forte, os sintomas são intensos e até diários, o sono é muito prejudicado, há muita interferência na vida escolar e profissional, as atividades físicas são limitadas.

Dermatoses Alérgicas

a) Dermatite de contato

Caracteriza-se por coceira e inchaço local. É causada pelo contato da pele com alguma substância irritante ou alergênica, como por exemplo: níquel de bijuterias, certas tintas como de jornal, certos cosméticos, produtos de limpeza, etc.

b) Dermatite Atópica ou Eczema

O principal sintoma é a coceira na pele desencadeada por algum tipo de alergia.

Alguns especialistas definem dois tipos de eczema: o atópico e o de contato.

O atópico é mais comum em crianças e as coceiras aparecem principalmente na parte posterior das pernas, cotovelos, pescoço e dorso das mãos. Na maioria dos casos, tende a desaparecer na puberdade. Suas causas não estão bem definidas, mas acredita-se que determinados corantes e conservantes alimentares possam ser uns dos responsáveis. A pele se torna seca na região, o que acaba piorando a coceira, por isso aconselha-se manter a pele sempre hidratada, evitar banhos quentes e prolongados e usar sabonetes especiais sem esfregar.

O de contato pode ser desencadeado pelo contato da pele com algum tipo de substância como níquel, látex e conservantes. É preciso identificar a causa e evitar o contato.

Fonte: www.sespa.pa.gov.br

Alergias Respiratórias

Alergia é uma forma diferente de reagir a estímulos aparentemente inofensivos. As alergias mais freqüentes são a asma (ou bronquite) e a rinite. A primeira é crônica e provoca falta de ar, chiado e cansaço. Atinge 10% da população mundial e ainda causa a morte de muitos jovens. Já a rinite é decorrente da sensibilidade exagerada da mucosa nasal, caracterizando-se por espiros repetidos, coriza, congestão e coceira no nariz. Embora tenha sintomas semelhantes aos do resfriado, a rinite não dá febre e não é infecciosa. Há genes que determinam maior susceptibilidade à doença, que pode aparecer em qualquer idade, sendo mais comum na infância.

Asma ou rinite? As principais causas da asma e da rinite são alergia à poeira doméstica, a ácaros, ao mofo, aos pêlos de animais e a alimentos. Entre os fatores irritantes, estão a fumaça de cigarro, as mudanças de tempo e a poluição, além das gripes, resfriados, uso de certos medicamentos e aspectos emocionais, como o estresse. A poeira doméstica, por exemplo, mistura substâncias vivas e inertes, constituídas de restos humanos, fibras de tecidos, escamas da pele humana e dos animais, bactérias, mofo, bolores e ácaros. No inverno, a umidade e a temperatura favorecem ácaros e bolores. Além disso, a permanência das pessoas dentro de casa é agravado pelo uso de carpetes, cortinas e cobertores, fontes de ácaros.

A maior incidência de gripes e resfriados piora a asma e a rinite. Os sintomas da alergia são uma reação de defesa do organismo, que age através de anticorpos de um tipo especial (chamado imunoglobulina E ou IgE), que o alérgico fabrica em grande quantidade. Estes anticorpos estão na mucosa respiratória e se ligam a um tipo de célula especial, chamada mastócito. A reação do alérgeno (substância que causa alergia) com o anticorpo IgE libera substâncias químicas pelos mastócitos (mediadores), provocando inflamação local, responsável pelo inchaço da mucosa. A repetição do processo alérgico causa inflamação crônica.

O médico pode realizar testes cutâneos alérgicos para confirmar o diagnóstico e programar o tratamento. As crises leves passam desapercebidas. Os sintomas são discretos e o sono não é prejudicado. Às vezes, tosse é o único sintoma. Nas crises moderadas, os sintomas são mais fortes, com chiados intensos, falta de ar, tosse e cansaço. A pessoa não dorme bem e não consegue praticar exercícios. Nas crises fortes, a falta de ar é grave, ocorre mal-estar e chiado intenso. Em alguns casos, a respiração é pesada, rápida. O indivíduo mal consegue falar ou caminhar.

Para controlar a asma, é preciso conhecer seu tipo, avaliar a função pulmonar (através) da medida do sopro ou peak flow) e saber interpretar suas variações. A rinite alérgica prejudica muito a qualidade de vida e o convívio social. Os sintomas são espirros repetidos, coriza líquida abundante, coceira nasal, congestão nasal, olhos avermelhados e irritados, além de pigarro ou tosse. Mas muitos não se preocupam com os sintomas, que podem se manter por meses. Neste caso, o problema prejudica o nariz, forçando a respiração pela boca. Há sensação de desconforto na garganta, variando de pigarro a amigdalites e faringites repetidas.

Nas crianças, a respiração bucal prolongada leva também à diminuição do apetite. Estes pacientes dormem mal e roncam à noite, prejudicando o aprendizado na escola porque tornam-se sonolentas e desatentas. O hábito de respirar pela boca pode ser prejudicial também aos dentes, causando deformidades no tórax, mesmo quando a criança não tem asma. Outras complicações da rinite são sinusites, amigdalites ou faringites, inflamações repetidas no ouvido e hipertrofia das adenóides (chamadas de carnes do nariz). Há alterações no olfato, no paladar e na audição, além de dores de cabeça, falta de ar, tosse, febre e olheiras.

O inverno propicia também o aparecimento de infecções respiratórias, que causam espasmo (estreitamento), edema (inchaço) e inflamação, resultando em crises de rinite e asma. Alguns tipos de vírus provocam mais asma que outros. Um exemplo é rinovírus, que ataca bebês. Por isto, o alérgico deve evitar locais com multidões ou contato com pessoas gripadas. nas crianças alérgicas e nos idosos, são indicadas vacinas para tratar a gripe. As infecções por bactérias não têm relação direta com a rinite ou com a asma, embora possam agravar a inflamação das vias respiratórias.

As alternativas de tratamento

A sinusite é a inflamação da mucosa que reveste os seios da face. Os sintomas são sinusite, dor de cabeça, congestão e secreção nasal purulenta. Nas crianças, a dor de cabeça pode estar ausente. O único sintoma é a tosse, que piora à noite. A sinusite piora a rinite e causa infecções oculares, pneumonias, asma e até meningite. Para cada pessoa e faixa de idade, há diferentes fatores desencadeantes de alergia. Idosos, crianças e gestantes têm características imunológicas que os tornam mais vulneraveis às infecções respiratórias, aumentando as chances de piora da alergia no caso de virose respiratória. A tosse não é doença, mas um sintoma de alteração do organismo. Tossir é um reflexo natural para desobstruir as vias aéreas e constitui um mecanismo de defesa, auxiliando a expulsão de agentes nocivos das vias aéreas. Pode ser recente ou crônica, seca ou com catarro, ocorrendo isoladamente ou em acessos, com horário certo ou não. Pode ser rouca ou acompanhada de vômitos associados. É importante que o paciente e a família saibam que, se a tosse permanece, é necessário consultar um médico, em vez de insistir no uso de xaropes caseiros. A asma e a rinite precisam ser tratadas de forma contínua e não só nos momentos de crise. O primeiro passo é identificar a causa da alergia e afastá-la. Para asma e rinite, recomendam-se medidas de controle ambiental contra a poeira e ácaros. O segundo passo é a escolha de remédios para reduzir a inflamação e controlar os sintomas. O terceiro passo é o uso de vacinas (imunoterapia).

Quanto mais se consegue melhorar o ambiente da casa onde vive o alérgico, melhores os resultados, menos remédios e menos vacinas. Medidas devem ser tomadas para evitar o contao abusivo com os alergenos, principalmente em relação à limpeza da casa e do dormitório. A limpeza diária da casa deveser feita com pano ímido, evitando o uso de espanadores. O ideal é que o ambiente seja arejado, sem tapetes ou cortinas. Devem-se evitar animais dentro de casa. O cigaroo é proibido.

Para rinite, indicam-se antialérgicos ou ant-hitamínicos (medicamentos que aliviam os sintomas como coriza, espirros e obstrução nasal), sob a forma de xaropes, comprimidos e, atualmente, em sprays para uso nasal. mas o tratamento da rinite alérgica exige medicações preventivas como cromoglicato dissódico ou os corticóides nasais, que atuam como agentes inibidores da inflamação alérgica. Para a asma, há medicamentos de alívio, como broncodilatadores, usados no momento de crises e remédios preventivos, como o cromoglicato, o nedocromil e sprays de corticóides (que reduzem a inflamação), usados sob orientação médica. O objetivo das vacinas é diminuir a sensibilidade à poeira e aos ácaros. O tratamento é a longo prazo, mas tem bons resultados. As injenções são via subcutânea, com doses crescentes do antigeno. A alergia é crônica e deve ser tratada também de forma preventiva. Recomenda-se praticar esportes ao ar livre, ter alimentação saudável, com bastante líquido e não fumar. O alérgico, bem orientado, pode levar uma vida vida normal, sem restrições.

Fonte: www.asmaticos.org.br

LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO

O que é?

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória de causa desconhecida.

Para que se desencadeie a doença, agentes externos desconhecidos (vírus, bactérias, agentes químicos, radiação ultravioleta) entram em contato com o sistema imune de um indivíduo que está com vários genes erradamente induzindo produção inadequada de anticorpos. Estes anticorpos são dirigidos contra constituintes normais (auto-anticorpos) provocando lesões nos tecidos e também alterações nas células sangüíneas.

É uma doença razoavelmente comum no consultório dos reumatologistas. Melhor conhecimento médico e avanço em métodos diagnósticos devem ser os motivos pelos quais o LES tem sido diagnosticado com mais freqüência e seu prognóstico é muito melhor do que há 15 anos atrás.

Atinge principalmente mulheres (9:1) em idade reprodutiva, iniciando-se mais comumente entre 20 e 40 anos. Pode ser bastante benigno até extremamente grave e fatal.

O que se sente?

As manifestações clínicas são muito variáveis entre os pacientes.

As queixas gerais mais freqüentes são mal-estar, febre, fadiga, emagrecimento e falta de apetite, as quais podem anteceder outras alterações por semanas ou meses. Os pacientes já poderão estar sentindo dor articular ou muscular leve e apresentando manchas vermelhas na pele que passam por urticária.

As alterações mais freqüentes ocorrem na pele e articulações.

Pele e mucosas

Há muitos tipos de lesão cutânea no LES. A mais conhecida é a lesão em asa de borboleta que é um eritema elevado atingindo bochechas e dorso do nariz. Manchas eritematosas planas ou elevadas podem aparecer em qualquer parte do corpo.

Muitos pacientes com LES têm sensibilidade ao sol (foto-sensibilidade). Assim, estas manchas podem ser proeminentes ou unicamente localizadas em áreas expostas à luz solar. Outras vezes, as lesões são mais profundas e deixam cicatriz (lúpus discóide).

Começam com uma escamação sobre a mancha eritematosa. Com o passar do tempo a zona central atrofia e a pele perde a cor, ficando uma cicatriz que pode ser bastante desagradável.

Há casos de lúpus discóide em que nunca haverá outros problemas, isto é, não haverá lúpus sistêmico. Estes pacientes devem ser seguidos com atenção pois não há como acompanhar a evolução sem exame físico e laboratorial.

Queda de cabelo é muito freqüente. Os fios caem em chumaços e muitos são encontrados no travesseiro. É sinal de doença ativa.

Apesar de não serem freqüentes, são úteis para o diagnóstico o aparecimento de feridas dentro do nariz, na língua e na mucosa oral.

Aparelho locomotor

A grande maioria dos pacientes tem artrite. Esta costuma ser leve e melhorar rapidamente com tratamento. Entretanto, há poucos casos em que aparecem lesões destrutivas que podem ser bastante graves.

O uso de corticóide por longo tempo (que muitas vezes é indispensável) pode provocar, em cerca de 5% dos pacientes, necrose em extremidade de ossos longos, principalmente fêmur.

Tendinites ocorrem com freqüência e podem acompanhar as crises de artrite ou se manifestarem isoladamente. Regiões não habituais como tendão de Aquiles podem incomodar por bastante tempo. Poucas vezes há lesões graves.

Lúpus crônico pode provocar deformidades nas mãos que lembram artrite reumatóide.

Miosite (inflamação das fibras musculares) não é um evento comum, mas pode ser grave e confundir com outras doenças musculares. Dor muscular discreta pode ocorrer e não é preocupante.

Rins

É muito freqüente haver glomerulonefrite lúpica. Felizmente, a maioria dos pacientes sofre de lesões leves e não progressivas, sendo sua única evidência discretas alterações no exame de urina, ou apresentam lesão renal que responde muito bem ao tratamento.

Quando há proteínas, hemácias, leucócitos e vários tipos de cilindros no exame de urina e aumento da creatinina no sangue estamos diante de uma situação grave mas de modo algum sem solução.

O aumento da pressão arterial é indicativo de gravidade.

Sistema nervoso

Raízes nervosas periféricas e sistema nervoso central (SNC) em conjunto estão comprometidos em mais da metade dos pacientes com LES.

Dor de cabeça, mais do tipo enxaqueca, é a manifestação mais comum quando há inflamação do sistema nervoso central. Como é uma queixa muito freqüente na população normal, muitas vezes não é valorizada.

Não raramente outras manifestações que podem aparecer são:

Neurite periférica (ardência, formigamento, queimação, perda de força)
Distúrbios do comportamento como irritabilidade, choro fácil, quadros mais graves de depressão e mesmo psicose.
Convulsões (pode ser a primeira manifestação em crianças).
Coréia (movimentos involuntários e não coordenados de membros superiores e inferiores), muito mais raro.

Há uma regra que deve ser seguida obrigatoriamente em "neurolúpus": descartar a possibilidade de haver infecção

Outro detalhe que deve ser observado é ansiedade e depressão que ocorrem em pessoas com doença crônica (e que pode ser grave) e com problemas estéticos provocados pela dermatite ou uso de corticóide.

O síndrome anti-fosfolípide pode ser uma entidade isolada ou acompanhar o LES. Ocorrem trombos em veias e artérias de qualquer tamanho, provocando embolias. A ocorrência de microtrombos no cérebro provoca infartos pequenos com manifestações pouco observáveis de início. Pode ser uma causa de grave repercussão do LES no SNC.

Quando os trombos se instalam na placenta são causa de abortamento.

Coração

Inflamação isolada da membrana que envolve o coração (pericardite) não é rara e é facilmente resolvida. Lesões graves em válvulas, inflamação do miocárdio e das coronárias não são freqüentes.

Palpitações, falta de ar e dor no precórdio são sinais de alerta. Podem estar presentes desde o início da doença.

Pulmões

Mais da metade dos pacientes sentem dor nas costas ou entre as costelas devido à inflamação da pleura. Quando é leve, só aparece ao respirar fundo e a radiografia pode ser normal, isto é, sem derrame. Piorando, a dor fica mais forte e a respiração mais difícil e acompanhada de tosse seca.

Também ocorrem inflamação nos alvéolos (cuidado com infecção ao mesmo tempo) e nas artérias (raro e muito grave).

Vasos

É muito freqüente no LES os pacientes estarem com mãos frias que, quando em contato com superfície gelada ou quando a temperatura ambiente é baixa, passam de pálidas para roxas (cianose) e por vezes com dor na ponta dos dedos. Chama-se fenômeno de Raynaud. Pode ocorrer em pessoas que nunca terão a doença mas pode preceder por anos as outras manifestações de LES ou outras doenças inflamatórias auto-imunes.

Inflamação de vasos chama-se vasculite. Dependendo da intensidade da inflamação haverá de manchas eritematosas até pontos de gangrena na região irrigada pelos vasos comprometidos.

Olhos

Conjuntivite ou outras manifestações são pouco comuns. Uma complicação grave são trombos no fundo do olho na presença de síndrome antifosfolípide.

Aparelho digestivo

Complicações graves são muito raras. Os medicamentos são a causa mais freqüente das queixas tipo azia, dor abdominal e falta de apetite.

Em poucos pacientes aumentam as enzimas hepáticas, mostrando haver inflamação no fígado. Nesta situação, deve-se sempre descartar a concomitância de duas doenças e procurar infecção viral.

Sangue

Anemia leve é muito comum e é controlada com o tratamento habitual da doença. Piora em pacientes mais graves e quando há insuficiência renal.

Anticorpos dirigidos diretamente contra glóbulos vermelhos podem ser de difícil controle; ocorre em menos de 20% mas pode ser uma forma de início do LES e, como o tratamento com corticóide em dose alta mascara outras manifestações, o diagnóstico pode não ser percebido.

Pode haver queda importante de glóbulos brancos (risco de infecção) e de plaquetas (risco de sangramento).

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do LES é feito através da associação de dados clínicos e laboratoriais.

O médico precisa lembrar-se do lúpus e há algumas pistas que auxiliam bastante mesmo quando as manifestações clínicas são pobres. Mulher em fase de reprodução (crianças e mulheres depois da menopausa também têm lúpus) com dor articular, sensação de estar doente, emagrecimento, "urticárias" de repetição, queda de cabelo, fenômeno de Raynaud, exames antigos com alterações tipo glóbulos brancos baixos, alterações na urina, anemia não explicada podem ser manifestações de início da doença.

A pesquisa dos anti-anticorpos é utilizada para diagnóstico e alguns deles para acompanhamento da doença:

FAN (fator antinuclear) é o mais freqüente.
Anti-dsDNA é sinal de doença ativa e geralmente com doença renal.
Anti-Sm não é muito freqüente mas, quando presente, confirma o diagnóstico.

A utilização clínica da presença destes auto-anticorpos e de vários outros é extremamente útil. Deve ser feita pelo reumatologista pois não são específicos, isto é, aparecem em mais de uma doença e a combinação da presença de um ou mais auto-anticorpos com a clínica é que permite que se chegue a um diagnóstico.

Critérios diagnósticos do LES

Na tabela a seguir estão os critérios do Colégio Americano de Reumatologia de 1982 modificados. Deve ser utilizada por médicos

1. Erupção malar: Eritema fixo plano ou elevado sobre as regiões malares e dorso do nariz.
2. Lesão discóide: Placas eritematosas com escamação aderente,comprometimento dos pelos e cicatrização com atrofia.
3. Foto-sensibilidade: Erupção cutânea que aparece após exposição à luz solar.
4. Úlceras orais: Ulceração de nasofaringe ou boca vista por médico.
5. Artrite: Não erosiva comprometendo duas ou mais articulações periféricas.
6. Serosite: Pleurite documentada por médico; pericardite documentada por ECG ou médico.
7. Desordem renal: Proteína na urina maior do que 500mg por dia ou +++ em exame comum; cilindros de hemácias, granulosos, tubulares ou mistos.
8. Desordem neurológica: Convulsões ou psicose na ausência de outra causa.
9. Desordens hematológicas: Anemia hemolítica, menos de 4000 leucócitos/mm3 em 2 ou mais ocasiões, menos de 1500 linfócitos/mm3 em 2 ou mais ocasiões, menos de 100.000 plaquetas/mm3 na ausência de outra causa.
10. Desordens imunológicas: Anti-DNA positivo ou anti-Sm positivo ou falso teste positivo para lues (sífilis) por mais de 6 meses com FTA-ABS normal.
11. FAN positivo: Na ausência de uso das drogas que podem induzir lúpus.

Para que se faça diagnóstico de lúpus são necessários quatro critérios ou mais. Para utilizarmos pacientes em um trabalho de pesquisa devemos seguir à risca a soma dos critérios. Na prática, se tivermos dois ou três critérios "fortes" como artrite, dermatite e FAN e não encontrarmos outra doença fazemos o diagnóstico e tratamos pois tratamento eficaz e precoce sempre leva a melhor prognóstico.

Como é o tratamento?

Mesmo havendo protocolos internacionais para o tratamento de doenças complexas como o LES, cada paciente tem a sua história.

Sabemos qual o melhor medicamento para cerebrite, nefrite, dermatite, mas os resultados são individuais. O tratamento do lúpus não é um esquema pronto para ser executado e as características de cada caso ditarão o que se deve fazer, tornando-o artesanal.

Os medicamentos utilizados podem provocar efeitos colaterais importantes e devem ser manejados por profissionais experientes.

Os pacientes devem estar alertas para os sintomas da doença e para as complicações que, embora raras, podem aparecer. Se forem prontamente manejadas é muito mais fácil solucioná-las.

Naturalmente, não é nossa intenção instruir o tratamento do LES. Este deve ser feito por médicos experientes e os pacientes não devem modificá-los sem orientação.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

A doença tem cura?

Qual a finalidade do tratamento?

O tratamento é esta receita somente ou devo repetí-la?

Há interferência com outros remédios que estou usando?

Quais os efeitos colaterias? Devo fazer exames de controle?

Existem problemas com obesidade?

Qual a importância de exercícios e repouso?

Que cuidados devo ter com meus hábitos diários, profissionais e de lazer?

Existem problemas com o uso de anticoncepcionais? Com gravidez?

Existem problemas com exposição ao sol e luz fluorescente?

Fonte:www.abcdasaude.com.br